As faces do Rap

Comecei a ouvir Rap em 1999, tinha eu 12 anos. O primeiro álbum que descobri foi o The Slim Shady LP, do Eminem. Este foi o álbum que despertou a enorme paixão que sinto pela música. Nesta altura eu vivia completamente apaixonado pelo Rap, um género musical diferente de todos os outros, enérgico, rebelde, único. O Eminem foi então o meu rapper favorito durante 1999 e 2000. Esta foi uma época de grandes descobertas. The Notorious B.I.G., Nas, 2Pac, Puff Daddy, Busta Rhymes, Method Man, Redman, DMX e Ja Rule servem de exemplo.

Em 2001 defini um novo ídolo musical, o Ja Rule, sem dúvida um dos rappers que mais me agradou ao longo da minha adolescência. A voz era sensacional, o estilo também. O álbum Pain Is Love foi o primeiro álbum a alcançar o patamar de perfeição que definia nessa época. O Ja Rule foi então o meu rapper favorito em 2001, 2002 e 2003, época também rica em boas descobertas. Desta vez posso referir Usher, Ashanti, Beyoncé, Ginuwine, Sisqó e Alicia Keys.

O ano de 2004 foi o ano da grande mudança. Kanye West lançou a bomba The College Dropout, e eu rebentei completamente com os padrões sonoros que me acompanharam ao longo dos anos anteriores. Esta nova vaga sonora ajudou-me a repensar o Rap e a redefinir o que procurava neste género musical. A nova teia era composta por Dilated Peoples, Slum Village, Jurassic 5, The Roots e Jay-Z, e claro está, Kanye West, o meu rapper favorito ao longo de 2004. Este foi mesmo o ponto de viragem, foi assim que eu me aproximei da música Soul.

O ano de 2005 foi um ano dedicado a Common, John Legend, Anthony Hamilton, D’Angelo, Jill Scott, Talib Kweli, Lauryn Hill, Mos Def, Plantlife, Guru, Erykah Badu, Bilal, Marlon Saunders, Rahsaan Patterson, Alice Russell, Dwele e Leela James. Por esta altura vivia completamente apaixonado pela música Soul, em particular a Neo-Soul. Posto isto, é inevitável falar em Common, o meu rapper favorito durante 2005, 2006 e 2007. Foram três anos de pura rendição. Durante esse tempo muita música nova passou pelos meus ouvidos. Aos poucos o Funk e o Jazz começaram a ganhar o seu espaço. Desde Madeleine Peyroux a Sharon Jones & The Dap-Kings, passando por Breakestra e Dianne Reeves.

Agora, em 2008, é tempo de afirmar que Q-Tip é o meu rapper favorito. A razão para esta mudança deve-se ao facto de eu me ter viciado fortemente em A Tribe Called Quest nesta última dezena de meses. O líder do grupo também está de volta e parece regressar em excelente forma. Por sua vez Common tem andado a fazer vida de celebridade, e por isso sente a necessidade de meter o som na noite. Compreendo o novo rumo e a vontade de fazer algo diferente, mas tudo isso só contribui para que eu afirme, cada vez com mais convicção, que Q-Tip é o meu rapper favorito. Actualmente, fora do Rap, adoro José James, Esperanza Spalding, Sharon Jones & The Dap-Kings, The Bamboos, Nostalgia 77, The Sweet Vandals, The Diplomats Of Solid Sound, Amy Winehouse, Anthony Hamilton e Al Green, entre muitos outros

Em 2009 irei voltar a conversar sobre este assunto.

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