Nicola Conte

Há poucos dias atrás falei sobre os próximos concertos de José James e Esperanza Spalding em Lisboa. Pois bem, já tinha reparado que no concerto de José James o anfitrião é o DJ, músico e produtor Nicola Conte. Não conheço a maior parte do trabalho deste artista, mas sei que o novo álbum dele é simplesmente maravilhoso. Dentro deste contexto, e do que eu conheço, posso dizer que o som é uma mistura de “Esperanza” de Esperanza Spalding com “The Dreamer” de José James, juntando ainda uns toques que fazem lembrar “Everything Under The Sun” de Nostalgia 77.  José James é um dos vocalistas presentes neste excelente “Rituals”.

José James & Esperanza Spalding

José James e Esperanza Spalding têm concertos agendados em Lisboa. O vocalista revelação do ano vai actuar no Teatro Tivoli no dia 03 de Dezembro e na Aula Magna no dia 05 de Dezembro, enquanto que a menina Esperanza Spalding aguarda pelo dia 1 de Fevereiro de 2009 para poder actuar no Centro Cultural de Belém. Por uma questão de agenda, penso que vou poder assistir aos concertos na Aula Magna e no CCB. Can not wait!

Q-Tip + The Ranaissance

Pois é. Esta parece ser a capa oficial do novo álbum oficial do líder não-oficial dos A Tribe Called Quest. Talvez sim, talvez não. O que é certo é que o álbum vai “sair cá para fora” no dia 04 de Novembro, dia de eleições nos Estados Unidos. Por falar em Obama, parece que Q-Tip “samplou” um discurso de Barak, e pretende utiliza-lo em The Renaissance. Sobre os temas presentes no álbum, podem ver que os que estão na capa coincidem com os que estão espetados na Wikipédia. Os norte-americanos costumam dizer, “Can’t Wait!”.

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As faces do Rap

Comecei a ouvir Rap em 1999, tinha eu 12 anos. O primeiro álbum que descobri foi o The Slim Shady LP, do Eminem. Este foi o álbum que despertou a enorme paixão que sinto pela música. Nesta altura eu vivia completamente apaixonado pelo Rap, um género musical diferente de todos os outros, enérgico, rebelde, único. O Eminem foi então o meu rapper favorito durante 1999 e 2000. Esta foi uma época de grandes descobertas. The Notorious B.I.G., Nas, 2Pac, Puff Daddy, Busta Rhymes, Method Man, Redman, DMX e Ja Rule servem de exemplo.

Em 2001 defini um novo ídolo musical, o Ja Rule, sem dúvida um dos rappers que mais me agradou ao longo da minha adolescência. A voz era sensacional, o estilo também. O álbum Pain Is Love foi o primeiro álbum a alcançar o patamar de perfeição que definia nessa época. O Ja Rule foi então o meu rapper favorito em 2001, 2002 e 2003, época também rica em boas descobertas. Desta vez posso referir Usher, Ashanti, Beyoncé, Ginuwine, Sisqó e Alicia Keys.

O ano de 2004 foi o ano da grande mudança. Kanye West lançou a bomba The College Dropout, e eu rebentei completamente com os padrões sonoros que me acompanharam ao longo dos anos anteriores. Esta nova vaga sonora ajudou-me a repensar o Rap e a redefinir o que procurava neste género musical. A nova teia era composta por Dilated Peoples, Slum Village, Jurassic 5, The Roots e Jay-Z, e claro está, Kanye West, o meu rapper favorito ao longo de 2004. Este foi mesmo o ponto de viragem, foi assim que eu me aproximei da música Soul.

O ano de 2005 foi um ano dedicado a Common, John Legend, Anthony Hamilton, D’Angelo, Jill Scott, Talib Kweli, Lauryn Hill, Mos Def, Plantlife, Guru, Erykah Badu, Bilal, Marlon Saunders, Rahsaan Patterson, Alice Russell, Dwele e Leela James. Por esta altura vivia completamente apaixonado pela música Soul, em particular a Neo-Soul. Posto isto, é inevitável falar em Common, o meu rapper favorito durante 2005, 2006 e 2007. Foram três anos de pura rendição. Durante esse tempo muita música nova passou pelos meus ouvidos. Aos poucos o Funk e o Jazz começaram a ganhar o seu espaço. Desde Madeleine Peyroux a Sharon Jones & The Dap-Kings, passando por Breakestra e Dianne Reeves.

Agora, em 2008, é tempo de afirmar que Q-Tip é o meu rapper favorito. A razão para esta mudança deve-se ao facto de eu me ter viciado fortemente em A Tribe Called Quest nesta última dezena de meses. O líder do grupo também está de volta e parece regressar em excelente forma. Por sua vez Common tem andado a fazer vida de celebridade, e por isso sente a necessidade de meter o som na noite. Compreendo o novo rumo e a vontade de fazer algo diferente, mas tudo isso só contribui para que eu afirme, cada vez com mais convicção, que Q-Tip é o meu rapper favorito. Actualmente, fora do Rap, adoro José James, Esperanza Spalding, Sharon Jones & The Dap-Kings, The Bamboos, Nostalgia 77, The Sweet Vandals, The Diplomats Of Solid Sound, Amy Winehouse, Anthony Hamilton e Al Green, entre muitos outros

Em 2009 irei voltar a conversar sobre este assunto.

Little Brother

Eu sempre gostei dos Little Brother, com ou sem 9th Wonder. No início a ideia era relançar uma forma de estar semelhante à dos De La Soul ou A Tribe Called Quest, e acho que o grupo sempre conseguiu manter uma atitude bastante positiva. Eles são uns tipos simpáticos, e isso vê-se perfeitamente nos três álbuns, mas agora sem 9th Wonder nota-se uma certa inconsistência sonora. Quando Getback saiu eu fiquei absolutamente viciado, mas agora, sensivelmente um ano depois, tenho uma visão diferente do álbum. A sonoridade é plástica demais para quem os vê como um grupo de Alternative Rap. A segunda metade do disco ainda se apresenta muito bem, mas a primeira já não cola bem nos meus ouvidos. Em geral as letras não são profundas, mas tal como disse, nota-se que estamos na presença de rapazes muito simpáticos. Sabe bem ouvir o que Phonte e Big Pooh têm para contar, mas o som começa a ficar um pouco açucarado demais para o meu gosto.

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Q-Tip

Q-Tip já apresentou o vídeo para o primeiro single do novo álbum, The Renaissance, que vai sair no dia 04 de Novembro. Não tenho a certeza, mas penso que Gettin’ Up foi produzido pelo próprio Q-Tip, no entanto existe muita informação contraditória. Há quem diga que o beat é de J Dilla, há quem diga que Madlib tem um beat muito semelhante. Não sei, só sei que a música é muito marcante. É o líder dos Tribe, mas falta aí Phife para dar mais força.

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